Resenha – Heróis Renascem/Capitão América – Edição Nº2

Na semana passada, iniciamos aqui nossa jornada de redescobrimento das preciosas edições de Heróis Renascem com o Capitão América. E hoje, daremos seguimento a esta grandiosa saga, fazendo uma análise meticulosa do que torna Rob Liefeld, mais que um artista fantástico, um contador de histórias nato.

Para aqueles que não estão familiarizados, esta é a capa da edição nº2 (informação meio óbvia, mas vai saber). E por que eu estou dando tanta ênfase a essa imagem? Porque amigos, aqui Liefeld comprovando seu talento absurdo contou TODA a história contida nessas páginas, sem que fosse preciso qualquer legenda ou diálogo.

Percebam o Nick Fury em destaque ao fundo, vêem como ele toma toda a capa? Nesta edição a S.H.I.E.L.D. descobre que o Capitão finalmente despertou e vai atrás dele. Fury representa o governo, as grandes organizações, tentando render Steve Rogers e colocá-lo dentro das normas. Vejam a postura de Steve, ao mesmo tempo em fuga e confuso, não sabe quem é Nick Fury, não acha que deve seguir ordens. Descobre que sua família, mulher e filho, eram apenas Modelos de Vida Artificial controlados pela S.H.I.E.L.D. O rosto flutuante e sorridente da mulher junto com um pedaço de braço, é a vida que Steve Rogers conheceu indo embora, uma farsa, uma máscara. Liefeld carrega o rosto do Capitão com tantos sentimentos, que nós realmente nos identificamos e sentimos pelo personagem, suas perdas, seus conflitos.

E no canto direito, com destaque menor, vêm a ameaça iminente, no fim da edição descobrimos que quem está por trás dos neonazistas é o nêmesis do Capitão América, o Caveira Vermelha, mais ameaçador do que nunca. Óbvio, a revista traz outros personagens e acontecimentos, mas a capa é o resumo essencial do que acontece.

Liefeld conhece a importância da imagem, e aqui ele convida o leitor, contando a história pela capa, não como um spoiler, mas de uma maneira que vai atiçar a imaginação e a curiosidade. Provando mais uma vez que um grande contador de histórias não precisa só da voz, ou das palavras, mas também das imagens. (Ainda que Liefeld também seja um exímio roteirista)

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